Fui vítima de um vírus!
Andei sumido e não atualizei o blog.
É que fui acometido por uma enfermidade estranha. Um vírus que se propaga no Brasil como fogo na palha seca.
Não é vírus de internet. É um vírus real que ataca pessoas reais.
Estou colocando esta mensagem para que divulguem em suas listas. Sei que é chato esse negócio de corrente de internet, mas é que o caso é sério e não quero que ninguém passe pelo que passei.
O mais cruel é que o enfermo nem sabe que esta doente, pois, os sintomas se manifestam em outras pessoas e não no doente. Foi o que aconteceu comigo. Tive contado com pessoas contaminadas e sofri os sintomas da doença.
Ando mesmo desconfiado que é algo criado em laboratório de tão estranho e poderoso que é esse vírus (aliás, só estou chamando de vírus para ter uma referencia, pois não sei se é o caso).
A pessoas doentes emitem uma energia, uma áurea, um encosto sei lá do quê, que causa sintomas em quem tem contato com elas.
Não precisa estar próximo da pessoa, nem tocar nela, qualquer contato por um dos cinco sentidos (lembra: olfato, audição, tato, visão, paladar) é suficiente para a transmissão dos sintomas. (pressentimento não é sentido, mas, acho que neste caso conta).
Geralmente só é transmitido os sintomas, mas ouvi casos em que a pessoa contraiu a doença e passou a transmitir sintomas para outras também.
Não sei o nome do vírus e não conheço o nome da doença, se alguém souber, por favor, indique para que todos possam se prevenir. (estranho escrever pre
venir, já que todos falam pre
vinir,
nénão. Esses dias fui comentar o blog da Queridona -
http://valeriaamoris.wordpress.com e escrevi viajei com “g” (horrível) mas acho esquisito viajar com “j” se viagem é com “g”, parece traição sei lá…).
Voltando a doença, no meu caso fui contaminado por uma atendente da telefônica (eu me recuso a escrever sem o acento) comecei a sentir um aperto no estômago, algo leve, como um mal estar por algo que comi e não gostei.
Depois comecei a repetir a mesma frase para a atendente aumentando cada vez mais o tom de voz como se ela não entendesse o que eu estava falando. Era como se eu não dominasse mais meus instintos.
Fiquei fora de mim. A cada repetição de frase comecei a incluir xingamentos (que começaram leves : surda, lesa, songa-monga…) e foram aumentando (louca, débil…). Passei pros bichos (vaca, galinha, anta, vagalanta) e no final já estava nos inomináveis.
É algo assustador, você fica totalmente descontrolado, raivoso, com vontade de matar alguém ou alguma coisa.
O interessante é que a atendente nem percebeu meu ataque. Repetia com o mesmo tom de voz a mesma frase: “Eu vou estar passando a sua solicitação e o senhor vai estar recebendo um retorno no prazo de cinco dias.”
Por mais que eu repetisse que já havia vinte e cinco dias que eu ia estando aguardando o retorno de cinco dias (imaginem esta frase com a inclusão de adjetivos chulos…=( ) a atendente repetia a mesma coisa.
Não é assustador? É um travamento mental que faz com que as pessoas não se comuniquem. Na verdade ocorre o que chamo de anti-conversa. O transmissor fica em estado catatônico repetindo uma frase estúpida que não tem nexo algum com a conversa, enquanto o receptor dos sintomas vai ficando descontrolado e histérico (lembra quando diziam que a histeria só era possível nas mulheres… baita mentira machista).
Receio que na telefônica todos os funcionários estejam sofrendo do mesmo mal, pois, a cada contado com alguém de lá os sintomas se repetem.
Resumindo, eu tive várias anti-conversas com vários atendentes e tive que esperar trinta dias pela solução do problema (que lógico, não foi resollvido) até me cansar e contratar outra empresa para acessar a internet.
Ouvi falar de casos de anti-conversas em repartições públicas, o que indica que a doença “vai estar podendo contaminar mais gente”.
O caso foi este. O blog ficou desatualizado, não falou nada do Sarney, dos atos secretos, do Michael Jackson (que Deus o tenha); do Coringão sendo campeão da copa do Brasil e por aí vai.
Ontem precisei ligar para a nova empresa. Ante minha solicitação a atendente respondeu simpática: “só um momento que vou estar verificando.”
Tremi de medo. Desliguei o telefone.
Helton Fesan
Obs: viajem com “j” é conjugação de verbo. Com “g” é substantivo. Abçs Queridona.