Universo Fesânico

literatura, cinema e inomináveis… a ótica fesanica das coisas.

6.9.09

HINO DO BRASIL - NOSSO AMOR, NOSSA PAIXÃO!

 

 

Sempre me emociono ouvindo o hino brasileiro. É um hino fantástico, emocionado. Nosso hino tem a nossa cara.

Fico irritado quando vejo algum maluco criticando nosso hino ou propondo alguma mudança estapafúrdia que só iria macular nosso canto que é perfeito. Depois eu perdôo o mentecapto, pois entendo que naquele momento ele não é brasileiro, pertence ao país dos chatos e está infiltrado em missão de aborrecimento.

Nosso hino é um hino alegre, malandro, com ginga. Um hino que fala uma coisa dizendo outra. Que manda o recado sorrindo e que ama de um jeito descontrolado, passional. Nosso hino tem um amor que só pode existir exagerado. Com choro, abraço, beijo e festa.

Dá uma olhada na abertura: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/ de um povo heróico o brado retumbante/ e o sol da liberdade, em raios fulgidos/ brilhou no céu da pátria nesse instante.

Percebeu a genialidade? Imagina a cena, o Rio Ipiranga calmo (margens plácidas) a natureza exuberante como num conto-de-fadas e… De repente o grito: LIBERDADE!

Veja que não é um grito sozinho, de uma pessoa só, é o grito de um povo, um brado coletivo. Quando menino, em dia de jogo da seleção brasileira, eu gostava de me sentar no quintal sozinho, meio isolado. O jogo acontecendo, as pessoas roendo unha e eu lá, lucubrando. Sentindo crescer uma tensão, uma expectativa tão densa que dava para tocar. Olhos fechado e concentração total esperando o momento certo. Às vezes vinha rápido, às vezes demorava quase o jogo inteiro, às vezes vinham vários e às vezes nem vinha. Mas quando acontecia era mágico. De uma vez só, eu ouvia o Brasil inteiro gritar Gooool! E o corpo estremecia e sentia o sol da conquista em raios brilhantes no mesmo instante daquele brado. Era um acontecimento grandioso ver meu povo inteiro gritando junto a mesma alegria.

Entendeu o brado retumbante? Se um gol faz isso tudo, imagina a conquista da liberdade, quando o Brasil passou a ser um país, uma república…

Nosso hino é lindo e apaixonado, depois da primeira parte, começa a contar vantagens igual a todo brasileiro: Minha cidade é mais bonita, meu time é melhor, minha comida é mais gostosa, nossas mulheres são mais lindas…

O hino faz a mesma coisa: Brasil de um sonho intenso, um raio vívido, de amor e de esperança a terra desce/ se em teu formoso céu, risonho e límpido, a imagem do cruzeiro resplandece/ gigante pela própria natureza / és belo, és forte, impávido (corajoso) colosso / e o teu futuro espelha essa grandeza / Terra adorada…

Olha quanto elogio. Nem juntando sertanejo e pagode a gente conseguiria repetir tanta paixão. E o brasileiro gosta de amor assim, que pesa a ponto de fazer a terra descer, que faz uma constelação de estrelas (o cruzeiro) brilhar só para nós. Nosso amor é assim um… Especial do Roberto Carlos, um último capítulo de novela, é o hino nacional.

Nosso hino combina com a gente. A segunda parte começa: Deitado eternamente em berço esplendido / Ao som do mar e à luz do céu profundo / fulguras (brilhos), ó Brasil, florão (flor de ouro) da América / iluminado ao sol do novo mundo / do que a terra mais garrida (florida) / teus risonhos, lindos campos têm mais flores / nossos bosques tem mais vida / nossa vida no teu seio mais amores…

Já ouvi um daqueles infiltrados da chatolândia dizer que era um absurdo o Brasil ficar eternamente deitado em berço esplendido, que tem muita coisa pra fazer e blábláblá, blábláblá.

Vocês sabem como são os tolos. Dão a resposta sem ouvir a pergunta.

Imagine só: você está em um paraíso como são nossas praias e campos, ao som do mar, com um céu azul que de tão maravilhoso é profundo, com a terra florida, uma vida cheia de amores nas fulguras do florão da América. Imagine que você acabou de conquistar a sua liberdade, o que foi muito cansativo.

Você estaria pensando em quê? Em trabalho? Só sendo muito chato. Vai atrapalhar as férias de outro, sai pra lá chatonildo.

O ser irritante pode até insistir: Mas ele está deitado eternamente..

É modo de falar. Tá querendo dizer que o Brasil será sempre de uma natureza exuberante, que somos privilegiados por nossa localização, que queremos que estas maravilhas nunca se acabem.

Do mais, basta continuar o hino pra saber que, sempre estaremos prontos para o trabalho e até para a guerra a fim de defender nosso país. Olha só: Brasil, de amor eterno seja símbolo / O lábaro (bandeira) que ostentas estrelado / E diga o verde-louro dessa flâmula (bandeira) / Paz no futuro e glória no passado / Mas, se ergues da justiça a clava forte / Verás que um filho teu não foge a luta / nem teme, quem te adora, a própria morte…

Tá vendo que lindo. Igualzinho a todo brasileiro. Lembro de Euclides da Cunha, que se a morte não tivesse levado cedo, acredito que iria corrigir e melhorar sua visão sobre o brasileiro. Mas, em um desses momentos de fulguras, escreveu: O sertanejo é, antes de tudo, um forte (…) Basta o aparecimento de qualquer incidente transfigura-se. Reponta. Um titã acobreado e potente. De força e agilidade extraordinárias.”

Omiti um pedacinho do trecho, pois é uma das partes que Euclides iria corrigir se vivesse mais. Voltando ao hino, é essa a essência brasileira. Se está tudo bem, não vamos complicar. Descansa e aproveita.

Se surge algum imprevisto, o brasileiro que está descansando transfigura-se. Levanta com a clava (arma) em punho e torna-se um titã acobreado (cor de cobre, cor de brasileiro).

Brasileiro não foge à luta e ama seu país a ponto de enfrentar a morte por ele. Mas não somos de guerra, só brigamos se precisar, se der pra conversar, a gente resolve na boa.

Se não tiver essa essência de paz e de amor pelo país não está sendo brasileiro.

Se não buscar a paz no futuro e não comemorar as glórias do passado, não está sendo brasileiro.

Se não amar e respeitar a natureza, a terra garrida, os risonhos e lindos campos, o som do mar e o céu profundo, não está sendo brasileiro.

Se não souber levantar e lutar no momento preciso, para defender o que temos de mais precioso, nosso povo, nossa terra, não está sendo brasileiro.

Se ficar inventando moda, e ficar botando defeito no nosso hino, ao invés de cantar e de tão feliz até bater palmas no final (mesmo sabendo que não pode) não está sendo brasileiro, está sendo chato.

Chato e mau educado, do tipo que põe a mãe no meio da discussão.

Por isso cantemos: “Terra adorada / Entre outras mil, / És tu Brasil / Ó pátria amada! / Dos filhos deste solo és mãe gentil / Pátria Amada, Brasil! 

Helton Fesan

 

História e Informações - A letra do hino nacional do Brasil foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de setembro de 1971, através da lei nº 5700. Existe uma série de regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino, mas só citarei uma: nunca deixe de cantá-lo!

PS: Bater palmas no final do hino é errado mas é gostoso, devia se tornar opcional, do tipo - Quem gostou bate palmas.

criado por helton.julio    16:39 — Arquivado em: Gestão de Pessoas, crônicas, direito, literatura

3.9.09

PARA VEJA E DEMÉTRIO “HITLER” E “MALCON X” SÃO FARINHA DO MESMO SACO.

 

E vamos nós de novo e novamente no engodo do Magnoli.

Ao estilo Veja, (que sempre mostra uma única versão dos fatos – a dela) Demétrio Magnolli lança seu livro “Uma gota de sangue” na qual usa o argumento válido da inexistência de raças para validar o engodo da inexistência de racismo no Brasil.
Afirmando que os defensores de cotas raciais são racialistas e que, em curto prazo, iremos introduzir a idéia de existência de raças na população e isto irá gerar ódio e separação entre as pessoas.
O repórter da Veja Diogo Shelp (aqule que não gosta do Che) , terminou a matéria com o infantil e apelativo “não, não e não” para este perverso preço a ser pago em nome das cotas.
Não resisti e contei o número de negros que aparecem na edição da indignada revista Veja. Em 143 páginas (contando capa e contra capa) e em um universo de mais de 150 fotos consegui contar 06 (seis) negros, e 04 (quatro) destes estavam na reportagem sobre as cotas, 01 (um) era a representação de um africano e outra era a presença celebrada de Marina Silva.
Não contei Michael Jackson e Cris Brow, já que ambos estão fora de cena: um é de cujos e outro esta sendo preso. A Veja e suas repórteres não parecem se incomodar com tal desproporção é algo tido como natural :(.
Não, não e não para Diogo Shelp e o próprio Demétrio, que conseguiram criar um paralelo entre Adolf Hitler e Malcon X, colocando-os no mesmo time de racialistas. Para eles são farinha do mesmo saco.
Não conseguem diferenciar os momentos históricos e ideológicos dos dois personagens e cometem a imperdoável gafe.
A reportagem foi das repórteres Marina Yamaoka (USP, ECA, bolsista da FAPESP) e Nathália Butti (Cásper Líbero, Letras USP e ex-Relações Internacionais na PUC-SP), que não deixaram opinião sobre o tema mas passam a contar com a mácula dessa matéria em seus curriculos.
Já cansamos de corrigir e alertar, mas nunca é demais, visto que Demétrio não cansa de errar (propositalmente?).
Do ponto de vista genético o conceito de raça não existe e todos concordam com isto. Porém, existe, e de maneira muito intensa o racismo.
Demétrio acerta quando diz que a discussão é ideológica, pois, o racismo, é estritamente ideológico. Justificativas cientificas nunca foram o cerne para uma ideologia racial, estas apropriam-se de qualquer argumento que atenda a mantença do status quo da classe dominante.
O jogo de poder de quem domina é cruel e injustificado. Eu mereço estar no poder porque sou branco; eu mereço estar no poder porque deus quis; eu mereço estar no poder porque sou pensante; eu mereço estar no poder porque tenho poder; eu mereço estar no poder porque tenho armas; eu mereço estar no poder porque sou deus…
Qualquer argumento serve para se perpetuar no poder por gerações e gerações ad infinitum.
Daí a discussão ser ideológica, sendo mera falácia o argumento científico da existência ou não existência de raças. Demétrio mistura as ciências (políticas sociais e genética) para confundir o debate e, em verdade, nada diz que acrescente.
A própria revista Veja não consegue fugir de dados assustadores sobre a discussão racial: “apenas 7 em cada 100 negros que entram na faculdade, conseguem adquirir o diploma”; “Para a mesma função um branco ganha 1000 reais enquanto o negro apenas 574 reais”, e isto é contabilizado como avanço.
“Em média os negros só concluíam a 4ª série do ensino fundamental. Agora, chegam a cursar a 6ª série”, isto com uma política de aprovação automática que já sabemos, só serve para melhorar estatísticas. - Fonte: revista Veja ´~`.
A crueldade destes argumentos são tão absurdamente sem limites que chegam ao ridículo.
A matéria trouxe o exemplo da política do Itamaraty que desde 2002 mantém bolsas de estudo para afrodescendentes (que a revista fez questão de por entre aspas). O exemplo trazido das duas candidatas é perfeito para ilustrar a políticas de cotas que não se destina a distribuir renda, mas sim a combater o racismo no campo ideológico. Se a candidata declarou que nunca sofreu racismo, declarou também que não foi prejudicada pelo sistema de exclusão do negro, sendo assim, não há porque beneficiá-la com esta política.
Claro que muitos não admitem, mas, seria desejável uma reflexão pessoal no sentido de se responder: eu me identifico com a cultura, costumes e história da população negra ou estou apenas aproveitando a cor da minha pele para receber um benefício?
Então chegamos a este ponto. A política de cotas é ideológica sim, pois toda política é ideológica inclusive o mito (cultural e não genético) da mestiçagem e da democracia racial no Brasil. Vide o número de negros em destaque nas edições da revista Veja que inclusive, soube identificar perfeitamente quem é negro na escolha de suas fotos.
Lerei o livro do Sr. Demétrio, que já se anuncia com premissas enganosas, e, quiçá, uma luz se acenda no caminho do sociólogo e diga:
“Demétrio, Demétrio… porque tu me persegues? Vou te deixar cego e quando voltardes a enxergar, chamar-te-ão de Dimas.”
 
Helton Fesan
criado por helton.julio    12:29 — Arquivado em: Gestão de Pessoas, charges, consciencia negra, crônicas, direito, quilombhoje

3.5.09

LIDERANÇA

 Agradecimentos à professotra Lilian dos Santos e aos alunos da Faculdade Anhanguera pelos ótimos momentos de troca de aprendizado.

O que antecede um líder
As pessoas buscam diariamente, incessantemente, obsessivamente o destaque. Por isso é tão importante para elas ser um líder, pois, o líder se destaca, aparece, se diferencia… mas… Não estão estas pessoas buscando o certo pelos motivos errados? Querer a liderança como um elemento de status é uma atitude ética?
Na verdade a frase "eu quero ser um líder" me soa tão vazio quanto dizer eu quero ser nada. Se a busca é tão somente pela liderança, temo dizer que você está no caminho errado.
Você não precisa ser um líder (no sentido de comando) para ser um vencedor. Bons profissionais são vencedores estejam eles em cargos de chefia ou não. Saber ser comandado e executar um trabalho com precisão são qualidades preciosas e disputadas no mercado de trabalho.
Basta olhar os exemplos esportivos. No vôlei, no futebol, os atletas brilham ao ajudar suas equipes e são lembrados e festejados pelos torcedores, porém não são todos líderes, na verdade, destacam-se aqueles que sabem ser liderados.
É necessário se ter uma meta, um objetivo. É preciso querer realizar algo, atingir um fim maior e considerar que para atingir este fim será necessário o envolvimento de outras pessoas; e que estas pessoas precisarão de um líder; e que talvez este líder possa ser você.
Percebeu o raciocínio? Se ao pronunciar a frase "eu quero ser um líder" você pulou algum dos estágios anteriores, bem provável que sua motivação seja tão somente um ato de egoísmo. Sonhe alto, mas lembre-se que liderança e status são conseqüências. Trabalho e meta são os principais. 
A fábrica de líderes enlatados
Essa busca em mostrar que se é um líder desenvolveu o que chamo de “fabrica de líderes enlatados”. Basta vasculhar a internet, ou prateleiras de livros de auto-ajuda ou cursinhos de administração que encontraremos algumas receitas prontas para se tornar um líder. Aperte tal botão e terá tal resultado. No seu caso específico, qual a serventia e característica de uma liderança necessária.
Digo que cada caso é único e não se podem ter receitas prontas para criar um líder. Se esta é sua necessidade (tornar-se um líder para realizar algo) vá além, trilhe o caminho que os grandes trilharam. Não se conforme com a leitura rasa. Aprofunde-se nos teóricos e aplique estas teorias na vida prática.
Não seja manipulado. Todos nós gostamos de metáforas, mas, entendida a mensagem é hora de se aprofundar. Fuja da fábrica de líderes enlatados encarando os desafios de forma técnica e aprofundada. Liberte-se!
Dê o grande salto e transpasse o abismo entre ação e pensamento.
Seja líder de sua vida!
Já tomou as “rédeas” de seu destino? Você realmente domina sua vida? Trabalha com o que gosta ou com o que tolera?
Será que não está acovardada (o) vivendo uma vida que não é sua, em um emprego que não é seu, com verdades que você não acredita, usando a desculpa de que “precisa de dinheiro”?
Não estou sugerindo que você abandone o emprego de uma hora para outra, mas que tenha a consciência de sua própria vida. Se o seu atual emprego não lhe agrada, mas é indiscutivelmente sua única opção no momento, é hora de traçar um plano urgente para ter mais opções.
Agora, se já existem outras opções e a verdadeira razão de você continuar neste emprego é a covardia, por favor, tenha a decência de mudar de atitude ou pare imediatamente de ler este texto.
Tenha coragem e esteja disposto a pagar o preço, não há outro caminho para a liderança.
Quem conhece o caminho guia.
Você já tem certeza do caminho que deseja seguir. Está apto a guiar os demais nesta viagem?
Não há problema em ainda estar indeciso. Sempre haverá tempo de se apaixonar. Apaixone-se por algo. Por uma causa, por um trabalho, por um “fazer”.
Melhor. Apaixone-se por vários fazeres! Descubra qual deles você deseja e está preparado para executar e execute. Se ainda não está preparado para executar nenhum, prepare-se. O importante é ir para a prática e descobrir seu caminho. Só então poderá guiar outras pessoas por ele.
Então, pé na estrada!
Características do Líder Real
Em todo texto há sempre uma lista de qualidades/competências que se espera de um líder ou de alguém que deseja tornar-se um líder (vide o início do texto).
Também darei minha lista mas com um diferencial. Não acredito que estas qualidades sejam exclusivas da liderança. São qualidades que todos nós devemos cultivar, lideres e liderados, para a construção de uma sociedade melhor em todos os aspectos. Então vamos a elas:
A) VIRTUDE – Não cultive pequenos delitos, poucas falcatruas, uma ou outra mentira, alguma indiscrição… São pequenas raposas que destruirão sua plantação. Não terá alicerce no dia em que teu caráter for testado.
B) SEGURANÇA - Não murmure, não reclame - Murmurar, segundo o Dicionário Aurélio: ü Dizer mal; maldizer; conceber mau. A boca só fala o que farta no coração. A reclamação é sinal de insegurança, quem seguirá um líder que reclama o tempo todo? Que segurança pode passar o inseguro. O maldizer contamina, a ti próprio e a quem te cerca.
C) ATITUDE - “espírito prático”, como diria Gramsci; Abismo entre pensamento e ação inaugurado por Platão; é necessário fazer, por em prática.
D) CONHECIMENTO – Muito pode ser falado sobre liderança, mas, na prática, o conteúdo é o que geralmente decide. É necessário aprimoramento naquilo que se deseja trabalhar. Leitura, pesquisa e graduação no ramo em que se pretende atuar são essenciais para um líder e para qualquer profissional.
E) INCERTEZA SAUDÁVELNão adote posturas definitivas ou radicais em assuntos polêmicos e transitórios.Só entre em discussões nas quais você esta verdadeiramente disposto a mudar de opinião. Se não lhe convencerem, ótimo, aumentou sua convicção. Se lhe convencerem, melhor ainda, provavelmente terá aprendido algo novo.
F) DOMINE A LINGUAGEM - Falar e escrever bem são os veículos universais de idéias, sem eles não é possível ir a lugar nenhum e menos ainda guiar os outros. Invista no seu idioma e, após, aprenda e aprimore outros.
G) EMPREENDEDORISMO – Inicie novos projetos e negócios, o país agradece. Se não existe mercado, crie.
H) SOLIDARIEDADE – Seja humano, observe o mundo ao seu redor e preocupe-se com ele. Dê a sua contribuição para o desejado “Mundo Melhor.”
I) DIVERSIDADE – Conforme-se, aceite e aproveite o fato do mundo não ser igual a você. Existem mais coisas, mais formas, mais culturas, mais religiões e não religiões. Tudo isto é ótimo, prova que somos humanos.
J) REDE DE CONTATOS – Sua rede de contatos começa com seus professores. Que tipo de aluno você tem sido? Cerque-se de pessoas que somam, que acrescentam. Das outras, aproxime-se para oferecer ajuda.  
K) VALORIZE A FAMÍLIA – O relacionamento que você tem com a sua família irá permear todos os outros relacionamentos.
L) FOCO – Considere aquilo que é fundamental e comece por aí, depois abra o leque devagar para não perder o principal.
M) SEJA HUMILDE E USE O SISTEMA – Busque as coisas que já existem e que pessoas se dedicaram para construir antes de você. Aproveite este trabalho e aperfeiçoe-o.
N) CONHEÇA A TECNOLOGIA – Não seja refém da sua época. Aprenda a manusear as tecnologias que estão ao seu alcance e colabore para a proliferação deste conhecimento.
O) NÃO SE DESLUMBRE – Tudo é efêmero.
P) RESPEITE-SE – Você é o mais importante, não se agrida, não se coloque em situações indesejáveis, não viole seus princípios e sua natureza.
Lembre-se que no final a escolha é sempre sua. Se você sente que nasceu para correr – CORRA! Para voar – VOE!
Mas por favor – NÃO DESISTA DOS SEUS SONHOS.
Helton Fesané advogado, escritor e palestrante. Diretor de Comunicação e Marketing da OAB – Santo André-SP
criado por helton.julio    1:28 — Arquivado em: Gestão de Pessoas

9.2.09

Consumindo Consuelo

Geralmente é assim
Ela chega dá as cartas e segue
consumando o que consegue
Eu apenas sigo,
De que adianta queixar-me
Esbravejar,
Apenas faço constar
Consuelo…
Muito mais que Rainha do lar
Hoje, é produtiva, consumidora exigente
Circulante absoluta do Paraíso Shopping Center
Acha que é exagero?
Ah! Vocês não conhecem Consuelo

Na loja, o primeiro degrau
Puxa pano, vê o ziper
O gerente: seu rival
Consuelo bate o pé
Exige preço e produto
Idênticos ao do comercial
E eu ali sentado,quase passando mal
Finda a guerra, Consuelo é um espanto
Consegue a roupa o brinde e o desconto!
Penso: Agora, finalmente pra casa e pro sossego…
Ah! Vocês não conhecem Consuelo

O dia esta longe de terminar
Pra ela uma aventura
Pra mim, tortura.
Carrinho, caixa, sacolão
É hora do Kit Alimentação
Pimentão, cebola, tempero
Do nada, vem um carrinho
E bate no meu joelho
A roda trava, a fila cresce
E meu filho chora e berra por brinquedo
Me falta o ar, fico nervoso
Onde se meteu Consuelo?
Adivinha!
Reclamando
Porque o tomate não tá vermelho.

Bom … duas semanas depois
Eu em casa na sala
Consuelo no banheiro
Longe do shopping, do mercado
Única coisa que consumo
É um Corinthians contra o Cruzeiro
Vou pra cozinha atrás da “boa”, da “redonda”
Qualquer uma desde que tenha gelo
Na volta deparo com as notícias
Fresquinhas do correio
Adivinha!
A fatura do cartão
Olho, mas tenho medo

Depois de abrir, eu fico roxo, verde
E vai me subindo um azedo
E não dá nem pra pagar depois
Senão é juros, mora e vai adentro
Uma raiva
E quem entra na sala?
Consuelo!
Só de toalha, chinelo, joelho e tornozelo
Eu estava quase estourando
Mas sabe…
Vocês não conhecem Consuelo
Se conhecessem
Diriam bem alto e sem medo
CONSUMO E CONSUMO MESMO!

Helton Fesan

criado por helton.julio    12:26 — Arquivado em: Gestão de Pessoas, Prosa e Poesia, literatura

24.1.09

A VIDA É UMA ESCOLHA

Fábula dos Caminhos

 
Conta à lenda que uma bruxa má com inveja do futuro promissor de um jovem valente, lhe fez um desafio em público:
- Vamos fazer um joguinho, você terá que escolher uma porta de destino e nunca, nunca mais poderá mudar, pois ninguém muda o destino. Se escolher errado, será infeliz para o resto da vida.
O jovem orgulhoso e valente diz:
- Tudo bem, eu aceito! Uma porta me levará à felicidade e a outra à infelicidade.
- Não queridinho, não é bem assim, agora que já aceitou, uma te levará à felicidade, e às outras um milhão trezentas e setenta e duas e meia para a infelicidade eterna.
- Mas isso não é justo.
- É por isso que me chamam de bruxa má. He he he.
Também havia uma bruxa boa, que, compadecida da situação do jovem, interligou todas as um milhão trezentas e setenta e duas portas e meia, de modo que o jovem podesse escolher qualquer destino, pois sempre existiria uma trilha, mesmo que mais demorada ou difícil, que o levaria de volta ao caminho da felicidade.
Para compensar essas dificuldades e demoras ela lhe deu uma coruja, que lhe guiaria nas trilhas, um arco e espalhou por todo o labirinto de caminhos flechas que lhe defenderiam dos perigos. Quanto mais longo o caminho, mais flechas o jovem acumularia.
Por fim, a bruxa boa pediu em troca de tanta gentileza que ele lhe desse seu coração, para que ela guardasse em lugar seguro até que ele voltasse, o que foi atendido.
Após a partida do jovem, a boa bruxa pode então completar sua obra, colocando em seu coração o espirito de aventura e guardando-o consigo.
Assim, guiado pela coruja e protegido pelas flechas, o jovem não teve medo de escolher, pois qualquer caminho lhe faria feliz.

……………….

A vida é uma escolha

Escolher é perder algo?
Sempre que escolhemos um caminho, necessariamente trancamos a porta de outro?
Se pensarmos assim a escolha é uma pena. Um castigo.
Neste caso, estamos entrando no joguinho da bruxa má.
Mas pensemos em outra situação, em que os caminhos podem ser trocados. Em que o viajante pode mudar de rota.
Ele não só terá aprendido algo durante o tempo que esteve em uma trilha, como irá a cada mudança, feita com sensatez e racionalidade, ficar mais perto de seu objetivo.
Não se pode perder o objetivo e o objetivo é ser feliz.
Seja determinado em ser feliz. Tenha essa atitude.
Humildade é importante, ouça outras opiniões com sinceridade, mas mantenha sua independência na hora de decidir.
Você é o moderador da sua vida.
Seja realista sobre você mesmo. Não mascare seus defeitos, ou suas deficiências. Mas também não se maltrate. Goste de você e se elogie sempre que puder.
Dê uma chance ao mundo, mas não seja ingênuo. Sabemos que ele anda mal, que se precisa concertar muita coisa e que é difícil, mas nós somos os músicos, e esse “nós” inclui você.
É normal se sentir indeciso, faz parte do jogo. Mas tenha coragem de decidir na hora H. Não se assuste com o labirinto, pois, todos os caminhos podem ser mudados.
Divirta-se com essa aventura.
Profissão você achará em algum curso, mas, CARREIRA, isso você só acha no seu coração.

Helton Fesan, é escritor, advogado e consultor.

Ps: reparem que o "concertar" do texto é de concordar, combinar, fazer junto (o mundo precisa de gente concertando na mesma ópera). Também precisa de conserto mas isso é outra escolha. 

criado por helton.julio    20:01 — Arquivado em: Gestão de Pessoas, crônicas

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