Universo Fesânico

literatura, cinema e inomináveis… a ótica fesanica das coisas.

29.4.09

Carreiras Jurídicas

 

criado por helton.julio    16:34 — Arquivado em: charges, direito

23.4.09

Edições Toró e a Livre Iniciativa

 

 
Este post é um pedido de desculpas para minha consciência. Divulgo aqui um trabalho que julgo essencial no país: o da livre iniciativa.
Não da livre iniciativa puramente capitalista, mas a do direito superior e universal de cada pessoa fazer por si mesma.
Entendam que iniciar-se livremente é algo necessário para a formação adequada do povo. Poder começar algo, empreender–se por caminhos diversos, transformar, dar vida as coisas.
Edições Toró é o exemplo de livre iniciativa do povo. Pessoas que entenderam que a literatura é importante e resolveram tocar um projeto editorial adiante. Novos poetas, novas atitudes, novas ciências.
Não é programa do governo, não é assistencialismo, não é paternalismo… São pessoas que acreditam em uma idéia e se propuseram a executa-la com qualidade.
 
 
 
O livro Punga é apenas um exemplo do trabalho espetacular desenvolvido.
 
Façamos o seguinte, não irei detalhar o projeto nem citar os nomes das pessoas (que são amigas e extremamente competentes) deixarei para que vocês tomem a livre iniciativa de viajar no espaço da Edições Toró
 
 
Deixo apenas uma amostra
 
Despenca toró, despenca.
Lágrima safada, suor cabreiro,
saliva calorenta.

 

criado por helton.julio    13:34 — Arquivado em: Prosa e Poesia, consciencia negra, literatura, quilombhoje

17.4.09

ANTOLOGIA DELICATTA IV

 
Publicação do livro " ANTOLOGIA DELICATTA IV"
 
CONTO, CRÔNICA, POEMA LIVRE, HAICAI, TROVA E SONETO
 
Veja o Regulamento no site
 
 
ENTRE EM CONTATO E PARTICIPE!!!
 
VEJA AS FOTOS DOS LANÇAMENTOS ANTERIORES
 
 
VEJA O VÍDEO DE LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA DELICATTA III NA BIENAL
 
 
 
Dúvidas com Luiza Moreira a simpática organizadora do projeto
 
poetasbrasileiros@terra.com.br
 
dellicatta@terra.com.br

 

criado por helton.julio    13:32 — Arquivado em: Prosa e Poesia, Sem categoria, crônicas, literatura

A CONSTITUCIONALIDADE DA POLÍTICA DE COTAS

 

É com tristeza que rebato a matéria de um colega, o Dr. José Roberto F. Militão. Tristeza por ser o colega integrante da Conad-OAB/SP, uma comissão como a CAAD-OAB/SA da qual sou membro.
Tristeza também por se tratar do ex secretário geral do Conselho da Comunidade Negra do estado de São Paulo (1987-1995). Tristeza por verificar que os sete anos na frente desta pasta, não concederam ao colega a necessária e desejada noção sobre o assunto que lhe deveria ser tão familiar.
O colega apresentou matéria no Estado de São Paulo, no dia 25 de março. No mesmo jornal que publicou a matéria, também contra as cotas do sociólogo Demétrio Magnoli, que entre outras coisas negava a existência de um movimento negro legítimo, ou seja, negava inclusive a legitimidade de uma CONAD, de uma CAAD, ou mesmo de um Conselho da Comunidade Negra.
Mas, isto é matéria passada e já comentada, aqui falaremos da matéria do colega Dr. José Roberto F. Militão intitulada “Afro-brasileiros contra leis raciais”.
O primeiro equívoco da matéria é denominar a política de cotas, ou Ações Afirmativas como “Leis Raciais.”
Leis Raciais são leis segregacionistas, usadas para discriminar negativamente as pessoas, separando-as e lhes negando direitos. Políticas de cotas estão justamente no eixo contrário, objetivam discriminar positivamente onde antes se discriminava negativamente, devolvendo direitos e re-igualando a sociedade.
O advogado Militão deveria ser sabedor de tais diferenças conceituais pelo acúmulo da militância, seja na advocacia seja no movimento negro (que o senhor Demétrio diz não existir).
“Um abismo leva a outro abismo” - A partir desta falsa premissa, a matéria desenvolve-se em uma seqüência de erros crassos.
O colega apela para a Constituição Federal e Acordos Internacionais para atacar a adoção das políticas de cotas. O problema é que justamente a Carta Magda de 1988 e Acordos Internacionais ratificados pelo Brasil, são os embasamentos para as Políticas Públicas e a adoção de cotas como instrumento de combate ao racismo.
A Constituição Federal reza: “art. 3º - Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; (…) III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.”
Para alcançar os resultados obrigatórios do art. 3º a própria Constituição lança mão das políticas de cotas – art. 37, VIII (reserva de cargos e empregos públicos para pessoas portadoras de deficiência) e art. 7º, XX (“proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei”).
Como poderia a Constituição Federal proibir um dispositivo que ela própria adota explicitamente?
Quanto as Convenções Internacionais, lembro ao Dr. José Roberto e aos que dissimulam contra políticas públicas que o Brasil é signatário da Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação Racial, e, antes que queiram confundir políticas públicas e adoção de cotas com “Leis Racialistas” cito o art. 4 da convenção: “Não serão consideradas discriminação racial as medidas especiais tomadas com o único objetivo de assegurar o progresso adequado de certos grupos raciais ou étnicos (…) contando que tais medidas não conduzam , em conseqüência, a manutenção de direitos separados para diferentes grupos raciais e não prossigam após terem sido alcançados os seus objetivos.”
Iniciei a presente matéria dizendo que a fazia com tristeza. Realmente é lamentável que o Dr. José Roberto Militão tenha feito citações indevidas ao seu ponto de vista.
Do Brasil, cita o Ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.
A frase do Ministro “somente os inimigos das ações afirmativas é que as denominam por cotas raciais” é justamente o argumento contra a afirmação do Dr. José de que as leis de cotas ou ações afirmativas irão criar uma separação entre negros e brancos no Brasil.
Ora, caro colega, negros e brancos já estão segregados no Brasil, daí a necessidade das Ações Afirmativas e da adoção de cotas, que, diferente do dito pelo doutor, não apenas coíbem o racismo, mas, promovem e aceleram a igualdade. É esta a verdadeira boa doutrina defendida inclusive pelo Ministro Joaquim Barbosa e pela Ministra Carmem Lucia que foram citados em sua matéria em contexto que lhes atribuem opiniões contrárias às por eles defendidas.
Assim, encontramos no “O Debate Constitucional sobre as ações afirmativas - Joaquim B. Barbosa Gomes” e na “Ação Afirmativa – O Conteúdo Democrático Do Princípio Da Igualdade Jurídica.” Carmem Lucia Antunes Rocha (revista trimestral de Direito Público 15/96) duas excelentes e pungentes manifestações em favor da Política de Cotas.
Citamos ainda as palavras da Jurista Doutora Flávia Piovesam: “Se o combate à discriminação é medida emergencial à implementação do direito à igualdade, todavia, por si só, é medida insuficiente. Faz-se necessário combinar a proibição da discriminação com políticas compensatórias que acelerem a igualdade enquanto processo”.
A matéria traz ainda citações de Martin L. King e Malcon X, dois ícones da luta pelos Direitos Civis Americanos que culminaram na derrubada de leis segregacionistas e adoção de Políticas Públicas para os Afro-Americanos. Novamente a matéria do Sr. José Roberto Militão dissimula ou equivoca-se em relação a fatos e pessoas.
Lembro ainda que a Universidade de Harvard foi a primeira a adotar o sistema de cotas para alunos afro-americanos usando de sua autonomia. Digo isto por ser presidente americano Barack Obama formado nesta universidade, não que tenha usado o sistema de cotas, mas é algo no mínimo para se pensar.
Iniciamos este texto com tristeza e terminamos com tristeza. A matéria do Dr. José Roberto, não deveria se chamar “Afro-brasileiros contra leis raciais”, mas, “Erros e Enganos de quem não conhece Ações Afirmativas”.
Nem vou tentar comentar a expressão “gente de cor” usada pelo Dr. Militão para exemplificar sabedoria. Só direi que todo ser humano tem cor e a nossa, minha e do colega é negra.
A maior de todas as tristezas, é que se dá voz e oportunidades para estes que trabalham em prol de que tudo se mantenha igual, ou melhor, desigual.
Enquanto isto, fico com nomes como Zulu Araújo da Fundação Palmares ou o Dr. José Vicente reitor da Faculdade da Cidadania Zumbi dos Palmares. Ou mesmo o Deputado Edson Santos, ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), pessoas que já tive o prazer de ver defendendo as políticas de cotas na própria CONAD, da qual o Dr. José Roberto afirma fazer parte, mas parece ter estado ausente destes eventos.
 
Helton Fesan é advogado escritor e membro da CAAD (Comissão de Advogados pela Afro-Descendência da 38ª subsecção da OAB – Santo André)
criado por helton.julio    13:17 — Arquivado em: consciencia negra, direito, quilombhoje

3.4.09

INFORMES

Em junho a Seppir vai realizar a 2a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II Conapir).

Antes disso várias conferências regionais vão acontecer.

Em São Paulo vai haver a 2a Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial da qual vão participar, além de negros, outros povos também discriminados, como indígenas. Vai ser dias 24, 25 e 26 na Assembléia Legislativa. As inscrições deverão estar abertas em breve. Maiores informações: 2conapir-comunicmunicipal@googlegroups.com

Conferências estaduais também vão ocorrer (veja no final algumas já programadas em vários estados).

O que se espera é que essas conferências possam sensibilizar legisladores e governantes para a importância de se adotarem efetivamente políticas públicas para a superação do preconceito e do racismo. As futuras gerações agradecerão.

 

 

FEIRA DE LIVROS

Quem for ao Mercado Municipal (o famoso mercadão da Cantareira) precisa dar uma passada na feira de livros que está rolando no espaço cultural de lá. O Quilombhoje está com uma banca de livros e, dentre outros, há uma recente edição de "Nomes Afros".

R. da Cantareira, 306 - SP - das 9h às 18h. (próx. Parque D. Pedro). Todos os dias.

 


 

Muito irê, muito axé!

 


 

Conferências estaduais programadas:

Acre - 14 e 15 de maio
Alagoas - 21 de maio
Amazonas - 07 a 09 de maio
Amapá - 27 a 30 de abril
Bahia - 24 a 26 de maio
Ceará - 19 e 20 de maio
Distrito Federal - 21 e 22 de maio
Espírito Santo - 15 a 17 de maio
Goiás - 15 de maio
Maranhão - 12 a 14 de maio
Minhas Gerais - 23 e 24 de maio
Mato Grosso do Sul - 29 e 30 de abril
Pará - 30 de abril a 02 de maio
Paraíba - 23 e 24 de maio
Pernambuco -
23 e 24 de maio
Piauí - 21 e 22 de maio
Rio de Janeiro - 22 e 23 de maio
Rio Grande do Norte - 28 a 30 de abril
Rondônia - 20 a 22 de maio
Roraima - 12 a 14 de maio
Rio Grande do Sul - 22 e 23 de maio
Santa Cataria - 06 e 07 de maio
Sergipe - 15 e 16 de maio
Tocantins - 06 a 08 de maio

criado por helton.julio    22:55 — Arquivado em: consciencia negra, literatura, quilombhoje

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