Universo Fesânico

literatura, cinema e inomináveis… a ótica fesanica das coisas.

9.11.09

OFICINA DE LITERATURA AFRO

AMANHÃ 10/11 MINISTRAREI O 1º ENCONTRO DA

OFICINA DE LITERATURA AFRO

EXISTE UMA LITERATURA ÉTNICA

LOCAL :

Praça do Carmo, 171, Centro Santo André - SP

Telefone:
o11 4992-7218

HORÁRIO: 19:00H

A oficina trará uma pequena amostra e análise de uma literatura que surge a partir da vivência e percepção do negro no mundo, Analisando livros como “Omeros” de Derek Walcott; “Niketche – Uma história de Poligamia” de Paulina Chiziane; “Um Defeito de Cor” de Ana Maria Gonçalves; “Meio Sol Amarelo” de Chimamanda Ngozi Adichie; Além de autores da série Cadernos Negros – Quilombhoje.

Como oficina, buscar-se-á como produto final a introdução à questão da existência ou não de uma literatura étnica, e, existindo, a que se dá este fenômeno.

À grosso modo, pergunta-se:

Literatura tem cor?

Em dois dias de troca, buscaremos não uma resposta, mas, a necessária provocação.

1º dia - 10/11 - “Omeros” de Derek Walcott; “Niketche – Uma história de Poligamia” de Paulina Chiziane; Autores da série Cadernos Negros – Quilombhoje entre outros.

 

2º dia - 17/11 - “Um Defeito de Cor” de Ana Maria Gonçalves; “Meio Sol Amarelo” de Chimamanda Ngozi Adichie; Autores da série Cadernos Negros – Quilombhoje. 

criado por helton.julio    16:25 — Arquivado em: Sem categoria

11.9.09

CASA NOVA

QUERIDOS AMIGOS

Como este blog tem dado muito problema técnico, (principalmente para os que tentam postar comentários) causando dor e sofrimentos para meus amigos (todos que visitam são considerados amigos), resolvi mudar de casa.
Por enquanto está vazia, sem mobilia e tal… mas em breve teremos tudo e mais um pouco por aqui.
Este endereço continua no ar por enquanto e as matérias mais comentadas e ou pedidas irão para o novo endereço.

Aceito sugestões para o que deve ir para a nova casa e o que deve ficar. Vasculhem e me ajudem a decorar a casa nova. 
 

Grande abraço!

http://heltonfesan.blogspot.com/

Helton Fesan

criado por helton.julio    18:54 — Arquivado em: Sem categoria

6.9.09

HINO DO BRASIL - NOSSO AMOR, NOSSA PAIXÃO!

 

 

Sempre me emociono ouvindo o hino brasileiro. É um hino fantástico, emocionado. Nosso hino tem a nossa cara.

Fico irritado quando vejo algum maluco criticando nosso hino ou propondo alguma mudança estapafúrdia que só iria macular nosso canto que é perfeito. Depois eu perdôo o mentecapto, pois entendo que naquele momento ele não é brasileiro, pertence ao país dos chatos e está infiltrado em missão de aborrecimento.

Nosso hino é um hino alegre, malandro, com ginga. Um hino que fala uma coisa dizendo outra. Que manda o recado sorrindo e que ama de um jeito descontrolado, passional. Nosso hino tem um amor que só pode existir exagerado. Com choro, abraço, beijo e festa.

Dá uma olhada na abertura: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/ de um povo heróico o brado retumbante/ e o sol da liberdade, em raios fulgidos/ brilhou no céu da pátria nesse instante.

Percebeu a genialidade? Imagina a cena, o Rio Ipiranga calmo (margens plácidas) a natureza exuberante como num conto-de-fadas e… De repente o grito: LIBERDADE!

Veja que não é um grito sozinho, de uma pessoa só, é o grito de um povo, um brado coletivo. Quando menino, em dia de jogo da seleção brasileira, eu gostava de me sentar no quintal sozinho, meio isolado. O jogo acontecendo, as pessoas roendo unha e eu lá, lucubrando. Sentindo crescer uma tensão, uma expectativa tão densa que dava para tocar. Olhos fechado e concentração total esperando o momento certo. Às vezes vinha rápido, às vezes demorava quase o jogo inteiro, às vezes vinham vários e às vezes nem vinha. Mas quando acontecia era mágico. De uma vez só, eu ouvia o Brasil inteiro gritar Gooool! E o corpo estremecia e sentia o sol da conquista em raios brilhantes no mesmo instante daquele brado. Era um acontecimento grandioso ver meu povo inteiro gritando junto a mesma alegria.

Entendeu o brado retumbante? Se um gol faz isso tudo, imagina a conquista da liberdade, quando o Brasil passou a ser um país, uma república…

Nosso hino é lindo e apaixonado, depois da primeira parte, começa a contar vantagens igual a todo brasileiro: Minha cidade é mais bonita, meu time é melhor, minha comida é mais gostosa, nossas mulheres são mais lindas…

O hino faz a mesma coisa: Brasil de um sonho intenso, um raio vívido, de amor e de esperança a terra desce/ se em teu formoso céu, risonho e límpido, a imagem do cruzeiro resplandece/ gigante pela própria natureza / és belo, és forte, impávido (corajoso) colosso / e o teu futuro espelha essa grandeza / Terra adorada…

Olha quanto elogio. Nem juntando sertanejo e pagode a gente conseguiria repetir tanta paixão. E o brasileiro gosta de amor assim, que pesa a ponto de fazer a terra descer, que faz uma constelação de estrelas (o cruzeiro) brilhar só para nós. Nosso amor é assim um… Especial do Roberto Carlos, um último capítulo de novela, é o hino nacional.

Nosso hino combina com a gente. A segunda parte começa: Deitado eternamente em berço esplendido / Ao som do mar e à luz do céu profundo / fulguras (brilhos), ó Brasil, florão (flor de ouro) da América / iluminado ao sol do novo mundo / do que a terra mais garrida (florida) / teus risonhos, lindos campos têm mais flores / nossos bosques tem mais vida / nossa vida no teu seio mais amores…

Já ouvi um daqueles infiltrados da chatolândia dizer que era um absurdo o Brasil ficar eternamente deitado em berço esplendido, que tem muita coisa pra fazer e blábláblá, blábláblá.

Vocês sabem como são os tolos. Dão a resposta sem ouvir a pergunta.

Imagine só: você está em um paraíso como são nossas praias e campos, ao som do mar, com um céu azul que de tão maravilhoso é profundo, com a terra florida, uma vida cheia de amores nas fulguras do florão da América. Imagine que você acabou de conquistar a sua liberdade, o que foi muito cansativo.

Você estaria pensando em quê? Em trabalho? Só sendo muito chato. Vai atrapalhar as férias de outro, sai pra lá chatonildo.

O ser irritante pode até insistir: Mas ele está deitado eternamente..

É modo de falar. Tá querendo dizer que o Brasil será sempre de uma natureza exuberante, que somos privilegiados por nossa localização, que queremos que estas maravilhas nunca se acabem.

Do mais, basta continuar o hino pra saber que, sempre estaremos prontos para o trabalho e até para a guerra a fim de defender nosso país. Olha só: Brasil, de amor eterno seja símbolo / O lábaro (bandeira) que ostentas estrelado / E diga o verde-louro dessa flâmula (bandeira) / Paz no futuro e glória no passado / Mas, se ergues da justiça a clava forte / Verás que um filho teu não foge a luta / nem teme, quem te adora, a própria morte…

Tá vendo que lindo. Igualzinho a todo brasileiro. Lembro de Euclides da Cunha, que se a morte não tivesse levado cedo, acredito que iria corrigir e melhorar sua visão sobre o brasileiro. Mas, em um desses momentos de fulguras, escreveu: O sertanejo é, antes de tudo, um forte (…) Basta o aparecimento de qualquer incidente transfigura-se. Reponta. Um titã acobreado e potente. De força e agilidade extraordinárias.”

Omiti um pedacinho do trecho, pois é uma das partes que Euclides iria corrigir se vivesse mais. Voltando ao hino, é essa a essência brasileira. Se está tudo bem, não vamos complicar. Descansa e aproveita.

Se surge algum imprevisto, o brasileiro que está descansando transfigura-se. Levanta com a clava (arma) em punho e torna-se um titã acobreado (cor de cobre, cor de brasileiro).

Brasileiro não foge à luta e ama seu país a ponto de enfrentar a morte por ele. Mas não somos de guerra, só brigamos se precisar, se der pra conversar, a gente resolve na boa.

Se não tiver essa essência de paz e de amor pelo país não está sendo brasileiro.

Se não buscar a paz no futuro e não comemorar as glórias do passado, não está sendo brasileiro.

Se não amar e respeitar a natureza, a terra garrida, os risonhos e lindos campos, o som do mar e o céu profundo, não está sendo brasileiro.

Se não souber levantar e lutar no momento preciso, para defender o que temos de mais precioso, nosso povo, nossa terra, não está sendo brasileiro.

Se ficar inventando moda, e ficar botando defeito no nosso hino, ao invés de cantar e de tão feliz até bater palmas no final (mesmo sabendo que não pode) não está sendo brasileiro, está sendo chato.

Chato e mau educado, do tipo que põe a mãe no meio da discussão.

Por isso cantemos: “Terra adorada / Entre outras mil, / És tu Brasil / Ó pátria amada! / Dos filhos deste solo és mãe gentil / Pátria Amada, Brasil! 

Helton Fesan

 

História e Informações - A letra do hino nacional do Brasil foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de setembro de 1971, através da lei nº 5700. Existe uma série de regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino, mas só citarei uma: nunca deixe de cantá-lo!

PS: Bater palmas no final do hino é errado mas é gostoso, devia se tornar opcional, do tipo - Quem gostou bate palmas.

criado por helton.julio    16:39 — Arquivado em: Gestão de Pessoas, crônicas, direito, literatura

3.9.09

PARA VEJA E DEMÉTRIO “HITLER” E “MALCON X” SÃO FARINHA DO MESMO SACO.

 

E vamos nós de novo e novamente no engodo do Magnoli.

Ao estilo Veja, (que sempre mostra uma única versão dos fatos – a dela) Demétrio Magnolli lança seu livro “Uma gota de sangue” na qual usa o argumento válido da inexistência de raças para validar o engodo da inexistência de racismo no Brasil.
Afirmando que os defensores de cotas raciais são racialistas e que, em curto prazo, iremos introduzir a idéia de existência de raças na população e isto irá gerar ódio e separação entre as pessoas.
O repórter da Veja Diogo Shelp (aqule que não gosta do Che) , terminou a matéria com o infantil e apelativo “não, não e não” para este perverso preço a ser pago em nome das cotas.
Não resisti e contei o número de negros que aparecem na edição da indignada revista Veja. Em 143 páginas (contando capa e contra capa) e em um universo de mais de 150 fotos consegui contar 06 (seis) negros, e 04 (quatro) destes estavam na reportagem sobre as cotas, 01 (um) era a representação de um africano e outra era a presença celebrada de Marina Silva.
Não contei Michael Jackson e Cris Brow, já que ambos estão fora de cena: um é de cujos e outro esta sendo preso. A Veja e suas repórteres não parecem se incomodar com tal desproporção é algo tido como natural :(.
Não, não e não para Diogo Shelp e o próprio Demétrio, que conseguiram criar um paralelo entre Adolf Hitler e Malcon X, colocando-os no mesmo time de racialistas. Para eles são farinha do mesmo saco.
Não conseguem diferenciar os momentos históricos e ideológicos dos dois personagens e cometem a imperdoável gafe.
A reportagem foi das repórteres Marina Yamaoka (USP, ECA, bolsista da FAPESP) e Nathália Butti (Cásper Líbero, Letras USP e ex-Relações Internacionais na PUC-SP), que não deixaram opinião sobre o tema mas passam a contar com a mácula dessa matéria em seus curriculos.
Já cansamos de corrigir e alertar, mas nunca é demais, visto que Demétrio não cansa de errar (propositalmente?).
Do ponto de vista genético o conceito de raça não existe e todos concordam com isto. Porém, existe, e de maneira muito intensa o racismo.
Demétrio acerta quando diz que a discussão é ideológica, pois, o racismo, é estritamente ideológico. Justificativas cientificas nunca foram o cerne para uma ideologia racial, estas apropriam-se de qualquer argumento que atenda a mantença do status quo da classe dominante.
O jogo de poder de quem domina é cruel e injustificado. Eu mereço estar no poder porque sou branco; eu mereço estar no poder porque deus quis; eu mereço estar no poder porque sou pensante; eu mereço estar no poder porque tenho poder; eu mereço estar no poder porque tenho armas; eu mereço estar no poder porque sou deus…
Qualquer argumento serve para se perpetuar no poder por gerações e gerações ad infinitum.
Daí a discussão ser ideológica, sendo mera falácia o argumento científico da existência ou não existência de raças. Demétrio mistura as ciências (políticas sociais e genética) para confundir o debate e, em verdade, nada diz que acrescente.
A própria revista Veja não consegue fugir de dados assustadores sobre a discussão racial: “apenas 7 em cada 100 negros que entram na faculdade, conseguem adquirir o diploma”; “Para a mesma função um branco ganha 1000 reais enquanto o negro apenas 574 reais”, e isto é contabilizado como avanço.
“Em média os negros só concluíam a 4ª série do ensino fundamental. Agora, chegam a cursar a 6ª série”, isto com uma política de aprovação automática que já sabemos, só serve para melhorar estatísticas. - Fonte: revista Veja ´~`.
A crueldade destes argumentos são tão absurdamente sem limites que chegam ao ridículo.
A matéria trouxe o exemplo da política do Itamaraty que desde 2002 mantém bolsas de estudo para afrodescendentes (que a revista fez questão de por entre aspas). O exemplo trazido das duas candidatas é perfeito para ilustrar a políticas de cotas que não se destina a distribuir renda, mas sim a combater o racismo no campo ideológico. Se a candidata declarou que nunca sofreu racismo, declarou também que não foi prejudicada pelo sistema de exclusão do negro, sendo assim, não há porque beneficiá-la com esta política.
Claro que muitos não admitem, mas, seria desejável uma reflexão pessoal no sentido de se responder: eu me identifico com a cultura, costumes e história da população negra ou estou apenas aproveitando a cor da minha pele para receber um benefício?
Então chegamos a este ponto. A política de cotas é ideológica sim, pois toda política é ideológica inclusive o mito (cultural e não genético) da mestiçagem e da democracia racial no Brasil. Vide o número de negros em destaque nas edições da revista Veja que inclusive, soube identificar perfeitamente quem é negro na escolha de suas fotos.
Lerei o livro do Sr. Demétrio, que já se anuncia com premissas enganosas, e, quiçá, uma luz se acenda no caminho do sociólogo e diga:
“Demétrio, Demétrio… porque tu me persegues? Vou te deixar cego e quando voltardes a enxergar, chamar-te-ão de Dimas.”
 
Helton Fesan
criado por helton.julio    12:29 — Arquivado em: Gestão de Pessoas, charges, consciencia negra, crônicas, direito, quilombhoje

17.8.09

MENSAGEM DO FALCÃO

quem já conhece, ótimo! quem não conhece tá aí!

 

 
 
O barulho de tiros é ensurdecedor, ergo minha cabeça pra fora da trincheira e tento vislumbrar o horizonte. Olho só o suficiente pra constatar que o reforço ainda não veio -Onde será que estão?
Volto à posição e dou Graças a Deus de ainda estar vivo. Perto, mas muito perto mesmo, eu sei que meu inimigo aproveita minha pausa, repete meus movimentos e refaz a minha pergunta - Onde estão?
 Daqui a pouco, por um imperceptível momento, Deus vai ficar confuso por receber a mesma prece, do mesmo lugar, enviada pelo meu inimigo espelho que tá enfiado na trincheira ao lado. Mas guerra é assim mesmo…
Há anos esperamos uma força de paz, enviada do “Lado que Tudo Tem”, mas ela não vem. Alguns dizem que estão analisando, buscando soluções inteligentes e viáveis pra nossa guerra, o que, segundo análises, não é fácil.
Outros, eu incluso, acham que eles não mandam providências por que não se importam, não é da conta deles…Sem falar, que a guerra dá sangue, mas também dá lucro.
Alguém do “Lado que Tudo Têm” deve tá lucrando ou as providencias já teriam chegado. Temo que enquanto a divisão for o sangue nosso e o lucro deles, a força de paz não chega.
Faz algum tempo, nós, meu inimigo espelho e eu, estamos tentando desequilibrar a balança deste trágico custo benefício. A idéia é simples: derramamos o sangue do “Lado que Tudo Tem”, pegamos um pouco do lucro dessa violência e esperamos que assim torne-se mais atraente a idéia de se promover a paz. É dar um pouco de inspiração às “soluções inteligentes e viáveis”.
Por enquanto, só conseguimos mais sangue, nenhum socorro.
Recentemente resolvemos eleger um mensageiro, alguém neutro, que fosse do nosso mundo e conhecesse tanto o meu inimigo espelho quanto eu, ou seja, um “Porta-voz”.
Achamos o homem, ex – soldado de codinome “MV Bill”.
Primeiro, trocamos mensagens entre os nossos, meus e do meu inimigo espelho, e tentamos negociação de paz, mas ela não veio.
    Então o porta-voz enviou mensagem de socorro para o “Lado que Tudo Tem”:
 “Nós, soldados do morro, traficamos informações através de nosso porta-voz. Declaramos Guerra.”
ps: Muito Soldado Morto.
Nenhuma resposta foi enviada, indagamos ao porta-voz o que havia de errado com a mensagem?
Eles não entendem, na verdade nem nos ouvem! Rap não é coisa deles…
O Porta-voz disse-nos então haver outro meio. Uma linguagem bem conhecida deles, mas ainda estranha a mim e meu inimigo: “Cinema”.
No começo duvidamos. O tal do cinema é imagem, e as imagens de nossa guerra já são mais que conhecidas, então, o que faria de diferente esse tal cinema? Pelo sim, pelo não, arriscamos.
Nosso porta-voz também não conhecia o tal cinema. Tinha que aprender com gente do “Lado que Tudo Tem”, que não é o dele, que não é o nosso.
Havia gente do lado de lá, que se interessou em ajudar (lembra da história do sangue x lucro).
Esse tal cinema nos estranha. É muito nome, muito tipo, muito esnobe e, principalmente, muito caro. Mas isso é lá com o “Lado que Tudo Tem”.
O nome do filme foi “Falcão: meninos do tráfico”, mas poderia ser “Soldado Morto”.
O “Lado que Tudo Tem” exibiu nossa mensagem no melhor dia, no maior canal, no melhor horário. Todos eles entenderam o que dissemos. Não que o nosso dialeto cinema fosse do mais fluente, mas dava pra entender.
Por enquanto o socorro ainda não veio.
Eu e meu inimigo espelho não perdemos o medo e nem paramos a guerra. Continuamos entrincheirados, atirando um no outro e mandando recados duplicados para Deus (Nossas mães que o digam).
Nosso Porta-voz continua buscando parcerias e aprendendo novas maneiras de dizer o que é preciso ser dito, mais que isso, maneiras de ser ouvido - é um bom soldado
O tal cinema nos interessou, talvez mandemos mais mensagens.
Mas, agora que já avisamos e que sabemos que o “Lado que Tudo Tem” entende o que dizemos, os próximos filmes poderão ser “documentários noirs” (tudo real, feito em preto e branco, com crime e violência, mas sem a mulher fatal).
 
 
Helton Fesan

 

criado por helton.julio    16:26 — Arquivado em: consciencia negra, crônicas

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